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13/09/17

Cada vivente desta terra carrega consigo história de vida, realizações, convicções, enganos e glórias, orações e precações, juras de amores, concórdias e conflitos de gerações.

Por Paulo Augusto Wilhelm









PETER HERMES – Em 22 de abril de 1844, na Alemanha, nasceu Peter Hermes. Em 1885, com 41 anos e seis filhos, esse prussiano imigrou na Colônia Santo Ângelo (aqui teve mais 9 filhos). Um desses rebentos, ainda bebê de nove meses, era Jakob Hermes, ainda bebê de 9 meses. Jakob casou com Emma Mattje e teve nove filhos (mais um afetivo). Uma de suas filhas foi Gerda Elisabeth, que se casou com Otto Paulo Fischer e formou família também com 9 filhos. Dos nove, Elma Maria, que casou com Guido Emílio Wilhelm, gerando quatro filhos; gerou a mim, o terceiro na linha sucessória. Eu casei com a Rosangela Rohde e temos a filha Iolanda Vitória, que casou com o Fábio Juliano Dickow e gerou Otávio Juliano. Do Peter Hermes para o Otávio são sete gerações – a minha é a quinta. No domingo descendentes de todas as linhagens se encontrarão no pavilhão de festas da Comunidade Santo Isidoro (ou Santo Isidro, que é a mesma pessoa), em Três Vendas, Restinga Sêca, onde se instalaram descendentes desta generosa prole.

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Trago este fato familiar para registro, pois Agudo tem centenas de descendentes de Pedro Hermes, e aqui jazem seus restos mortais, estão sepultados no Cemitério do Canto Católico.

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Outro alvo desta resenha é chamar a atenção para a raiz das pessoas e das famílias. Cada vivente desta terra carrega consigo história de vida, realizações, convicções, enganos e glórias, orações e precações, juras de amores, concórdias e conflitos de gerações. Honrar este legado é dever de cada um. Como diferente não devia ser, o início será em ato memorial no jazigo de um dos descendentes; segue-se missa de Ação de Graças; almoço, fotos e festa. Êta mundo abençoado.

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Acrescento, por justeza, que a nora de Peter, Mutter Amália, quando já viúva de Arnoldo Hermes, doou para o Museu Histórico Pastor Rudolf Brauer os quadros do Casal Peter e Emília Wanger Hermes, como os pintou a famosa retratista Justina Puhlmann.

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No encontro, se oportunidade houver, a Presidente do Icbaa – entidade co-mantenedora do museu, a Rosa, lançará a proposta de restauro das telas, necessidade premente para a sua conservação.

 Li, ouvi ou vi... – Ouvi: “Paulo, li – e leio sempre – tua coluna da semana passada e contribuo. Confiastes em tua memória, que te traiu: “Naqueles tempos sim...” é um verso do poema Herança, de Apparício Silva Rillo, e não de JC Braun, como escreveste.” O recado, carregado de gentileza, veio do amigo Beto Jordani, autor de Tropa de Toras, música cujos versos foram mencionados por Germano Rigotto, quando, Governador do Estado, interiorizou o governo em Agudo, no dia 16 de fevereiro de 2004. Obrigado, Beto, pela sentinela. Para pagar a prenda, dou mais versos de Herança: Naqueles tempos, sim, / naqueles tempos as portas eram altas / e alto o pé-direito das salas dessas casas. / Mas eram simples as pessoas que as casas abrigavam. / Os homens chamavam-se Bento, Honorato, Deoclécio, / as mulheres eram Carlinda, Emerenciana, Vicentina. / (...) Os homens iam ao clube, as mulheres à missa, / e homens e mulheres aos velórios. / Morriam discretamente e ficavam nos retratos.”





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