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29/09/17

Há 50 anos o registro de uma grande enchente no Rio Grande do Sul

Por Historiador William Werlang







Há 50 anos o registro de uma grande enchente no Rio Grande do Sul


A grande enchente de 1941 em Porto Alegre e a tradicional Avenida Julio de Castilhos tomada pelas águas do Guaíba. Em 1967 uma nova enchente voltou a provocar grandes estragos no Estado. (Foto)

O Estado de São Paulo de 23 de setembro de 1967 informava que "embora as chuvas tenham cessado por 24 horas, as enchentes em Porto Alegre continuam a causar danos e prejuízos, havendo até o momento mais de 3 mil pessoas desabrigadas. O Serviço de Metereologia do Instituto Coussirat Araujo, contudo, prevê novas chuvas para as próximas horas". A edição do Estadão daquele dia informava que o rio Guaíba continua despejando suas águas no centro de Porto Alegre, tendo seu nível atingido 2,85 metros acima do normal, ou seja, apenas 15 centímetros a menos que o recorde de anos anteriores. Mesmo com as providências de esvaziamento dos grandes armazéns, os prejuízos crescem  e as casas comerciais do centro da cidade, inclusive os bancos começaram a construir amuradas protetoras das instalações. O tradicional "Correio do Povo" também adotou idêntica providência. Milhares de desabrigados foram recolhidos aos pavilhões do Parque de Exposições Menino Deus. O trabalho dos bombeiros tem sido intenso, usando lanchas e rebocadores para evacuar os moradores das ilhas fronteiriças à Capital gaúcha, retirando de lá também os animais domésticos.

No interior, principalmente nas cidades próximas à porto Alegre como Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo, a situação é calamitosa. Na noite de anteontem, o rio dos Sinos avolumou-se rapidamente, inundando um terço da cidade de São Leopoldo e desalojando cerca de 15 mil pessoas. O prefeito lançou dramático apelo aos laboratórios e autoridades sanitárias, tendo em vista a ocorrência ali de mais de 200 casos de sarampo, 184 de coqueluche e muitos outros de diarréia infecciosa e gripe. O perigo à saúde da população aumentou em virtude da alagamento da cidade e da poluição da água potável. Em Novo Hamburgo, o pavilhão da FENAC foi transformado em abrigo para quase 5 mil pessoas. Em canoas, à margem da BR 116, na saída de Porto Alegre, extensas áreas forma tomadas pelas àguas dos rios dos Sinos e Gravataí. Também Pelotas, na zona Sul do Estado, continua sofrendo o problema das cheias. Na fronteira oeste, São borja, Itaqui, Quaraí e Alegrete, estão igualmente alagadas, há 15 dias.

Fonte: O Estado de São Paulo. Sábado, 23 de setembro de 1967. Ano 88. N° 28358. pág. 6.





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