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26/10/17

Comenda Wetterfahne

Por Historiador William Werlang







Comenda Wetterfahne


Dedico a Comenda Wetterfahne a minha mãe Tila Iria Berger Werlang, aos meus avós Emílio Arthur BergerClara Klüsener. Presto também aqui minha homenagem ao tio Aldo Luiz Germano Berger.


Nós luteranos vivemos um momento único na História da Igreja Evangélica de Agudo. Após as comemorações dos 150 anos de fundação, no próximo dia 31 de outubro ocorrem os festejos dos 500 anos da Reforma de Martinho Lutero. Hoje agradeço a Deus por ser luterano, e por poder viver este momento jubilar duplo sem igual. Devo isso a influência dos avós maternos e a minha mãe que sempre foram luteranos. Em 1975, aos 15 anos de idade, fui Confirmado e abençoado pelo Pastor Richard Rudolf Brauer na histórica Igreja Evangélica de Agudo. No dia 1º de novembro iremos comemorar os 160 anos da fundação da Colônia Santo Ângelo, ocasião em que receberei a comenda "Wetterfahne" no ICBAA. Aproveitando esta ocasião única, dedico esta homenagem aos meus pais Pedro Paulo Werlang (católico) e Tila Iria Berger (luterana), e aos avós maternos luteranos Emilio Arthur Berger e Clara Klüsener, uma das fundadoras da OASE de Agudo. Minha homenagem especial ao avô Emilio Arthur Berger (neto do imigrante pioneiro Luiz Berger, que durante muitos anos atuou na Diretoria da Comunidade Evangélica de Agudo.

O avô materno Emílio Arthur Berger completou 18 anos de idade no dia 13 de abril de 1922, data esta que marca a sua saída da propriedade paterna, quando foi trabalhar como empregado. Seu pai lhe deu um cavalo e também lhe desejou felicidades (fato idêntico aconteceu com os demais irmãos). Seu pai faleceu poucos dias depois deste fato, em 28 de abril de 1922. No dia 5 de setembro de 1928, ocorreu o casamento deEmílio Berger e Clara Klüsener na antiga residência da família Hentschke em Agudo. Nesta data a chuva foi tão intensa, que os padrinhos não puderam atravessar o arroio Hermes (caso de Carlos Berger e esposa), pois a ponte da vila foi levada pela enchente. As fotografias do casamento foram tiradas dias depois.  Depois de muitos anos de trabalho no comércio de Luiz Losekann, montou uma Casa Comercial na Várzea do Agudo com o nome: "Emilio A. Berger - Compra e venda de produtos coloniais." Posteriormente se transferiu para a então Vila de Agudo, onde adquiriu a Casa Comercial de Marcílio Rohde e que havia anteriormente pertencido ao seu irmão Carlos Berger (este estabelecimento havia sido fundado em 1869 por Frederico Treptow). A firma Berger e Filhos se dedicou à compra e venda de arroz e ao comércio varejista em Agudo (RS). Em meados da década de 1950 a empresa acumulava uma imensa fortuna e patrimônio, com o comércio de arroz e o comércio em geral. Em 1955 os filhos foram incluídos entre os sócios da empresa. Entre 1956 e 1962 problemas conjunturais no comércio e preço do arroz levaram a sua contínua decadência. Apesar dos problemas financeiros, em 1958 a firma colaborou na emancipação do município de Agudo (RS). Em 16 de fevereiro de 1959, o município alcançou sua autonomia administrativa. No dia 30 de maio 1962 a empresa Berger e Filhos paralisou as suas atividades comerciais. Após 1962 Emilio Berger se instalou por algum tempo nos campos de São Borja, onde iniciou com o filho o plantio de arroz irrigado. Somente em 1979 foi dada oficialmente baixa da empresa Berger, quando os herdeiros venderam o antigo prédio da firma. Faleceu em 25 de março de 1966 e está enterrado no Cemitério Evangélico de Agudo.





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