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01/12/17

“Vai ter azar assim prá lá!”

Por Paulo Augusto Wilhelm







“Vai ter azar assim prá lá!”


POSSO EXPLICAR? – Logo que li o texto imaginei um dia comparti-lo com os leitores, correndo o risco de ser interpretado como carente de sensatez ou de resvalar no campo do mau gosto. Faço-o por ser um fato real e de longe inusitado. - Vai ter azar assim pra lá! O fato é real, ocorreu em 1998, em Pontevedra, Portugal. Uma seguradora, instada a pagar o tratamento de um segurado que se havia acidentado, solicitou que este descrevesse as circunstâncias em que se haviam produzido tantas lesões num acidente de trabalho. Descreve o segurado:

“Pedem-me que dê uma explicação mais detalhada, por isso espero que o que segue esclareça de uma ver por todas suas dúvidas.

“Sou pedreiro há dez anos. No dia do acidente estava trabalhando, sem ajuda, colocando tijolos em uma parede no sexto andar do edifício em construção. Finalizadas as minhas tarefas, verifiquei que haviam sobrado aproximadamente 250 quilos de tijolos. Em vez de carregá-los até a planta baixa com as mãos decidi colocá-los num barril, e baixá-los com ajuda de uma roldana que felizmente se achava fixada a uma viga no teto do sexto andar. Desci até o térreo e atei o barril com uma soga e com a ajuda da roldana icei-o até o sexto andar, e em seguida amarrei a sogra a uma das colunas do edifício. Subi, então, até o sexto andar e coloquei os tijolos no barril. Voltei ao térreo, desatei a soga e a agarrei com força, de modo que os 250 quilos de tijolos baixassem suavemente (devo declarar que meu peso corporal é de oitenta quilos). De repente, os meus pés saíram do chão, e comecei a subir rapidamente, arrastado pela soga. Devido ao susto que levei, perdi minha presença de espirito e, irrefletidamente, me aferrei ainda mais à soga, enquanto subia a grande velocidade. Nas proximidades do terceiro andar encontrei com o barril que baixava a uma velocidade próxima à da minha subida, e foi impossível evitar o choque. Acredito que ai se produziu a fratura do crânio.

“Continuei subindo até que os meus dedos se engancharam dentro da roldana, o que provocou a interrupção de minha subida e, também as múltiplas fraturas dos dedos e do pulso.

“A esta altura (dos acontecimentos) já tinha recuperado minha presença de espírito, e apesar das dores continuei agarrado na corda. Foi nesse instante que o barril se chocou contra o chão, o fundo do mesmo se partiu e todos os tijolos se esparramaram.  Sem a carga o barril pesava aproximadamente 25 quilos. Devido a um princípio físico muito simples comecei a descer rapidamente para o térreo. Aproximadamente ao passar pelo terceiro andar encontrei com o barril vazio subindo. Tenho quase certeza de que, no choque que sobreveio, produziram-se as fraturas dos tornozelos e do nariz. Este choque felizmente diminuiu a velocidade de minha queda de maneira que, quando aterrissei em cima dos tijolos, só quebrei três vértebras.

“Lamento, entretanto, informar que quando me encontrava deitado em cima dos tijolos com dores insuportáveis e sem poder me mover, e vendo em cima de mim o barril, perdi novamente minha presença de espírito e soltei a soga. Devido a que o barril pesava mais do que a corda, desceu rapidamente e caiu em cima de minha pernas, quebrando as duas tíbias.

“Esperando ter esclarecido definitivamente as causas e o desenvolvimento dos acontecimentos me despeço atentamente. Que se faça justiça.”

**

Não se soube se quebrou alguma costela.

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Li, ouvi ou vi... – Li: “Lembre-se de que as flores não crescem todas ao mesmo tempo e uma rosa não será mais bela se crescer antes e for maior. Espere o teu tempo... esse momento chegará.” Enrique Mariscal. 





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