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01/12/17

30 anos de luta de Aids

Por Enfª Carla Cristina Kich







30 anos de luta de Aids


Em junho de 1981, o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos registrou os primeiros casos de uma enfermidade considerada à época um mistério. Um ano depois, ela recebe o nome provisório de Doença dos 5 H, em razão de casos registrados em homossexuais, hemofílicos, haitianos, heroinômanos (usuários de heroína injetável) e prostitutas (hookers em inglês). No Brasil, o primeiro caso é diagnosticado em São Paulo. A doença recebe o nome definitivo de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Sida, em espanhol, ou Aids, na sigla em inglês). Em 1984, a equipe do virologista francês Luc Montagnier isola e caracteriza um retrovírus (tipo de vírus mutante que se transforma de acordo com o meio em que vive) como o causador da doença. Especialistas concluem que a Aids representa a fase final de uma doença provocada pelo HIV.Três anos depois, o coquetel de medicamentos AZT é a primeira droga a reduzir a multiplicação do vírus no organismo humano. Ainda em 1987, a Assembleia Mundial de Saúde anuncia a data de 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta contra a Aids . Apenas em 1991 é iniciado o processo de aquisição e distribuição gratuita de antirretrovirais. Dez anos após a descoberta da Aids, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já registra 10 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo.Em 1992, uma pesquisa aponta as doenças sexualmente transmissíveis (DST) como cofatores na transmissão do HIV, podendo aumentar o risco de contágio em até 18 vezes. O Ministério da Saúde inclui os procedimentos para o tratamento da Aids na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e, no ano seguinte, o Brasil passa a produzir o AZT. Em 2008, o Brasil conclui o processo de nacionalização de um teste rápido que permite detectar a presença do HIV no organismo em 30 minutos. Este ano, o primeiro antirretroviral produzido por um laboratório público brasileiro – o Tenofovir – entrou no mercado.Também em 2011, uma pesquisa dos institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos indica que pacientes que aderem a um esquema eficaz de terapia antirretroviral reduzem em até 96% o risco de transmissão do HIV ao parceiro sexual. O Brasil é reconhecido internacionalmente por garantir o acesso universal e gratuito ao tratamento antirretroviral, mas precisa avançar no diagnóstico precoce da Aids.                           

Trinta anos após a descoberta da doença, medidas de redução de danos adotadas pelo governo brasileiro, segundo ele, possibilitaram, por exemplo, a redução de 25% para 5% de participação de usuários de drogas injetáveis no total de novas infecções no País. Entretanto, estima-se que cerca de 250 mil pessoas vivem com HIV no Brasil sem saber que foram infectadas. Uma das estratégias adotadas pelo Ministério da Saúde é o teste rápido, realizado em trinta minutos e disponível em unidades básicas de saúde.Outro desafio no enfrentamento da Aids, é traçar novas abordagens para atingir populações mais vulneráveis ao HIV – sobretudo mulheres e jovens. Quando a epidemia começou, no início dos anos 80, a maioria dos infectados era do sexo masculino. Atualmente, a proporção, até os 23 anos de idade, é de dez mulheres infectadas para cada oito homens.  Os jovens de hoje não tem a mesma referência que havia há 30 anos do que significa a Aids no País e no mundo. Não há artistas infectados, esportistas, referências públicas no enfrentamento da epidemia, como no começo dos anos 80 , dando uma falsa impressão de que a doença está sob controle ou mesmo inexiste, o que certamente contribui para engrossar os números de infectados nas faixas e grupos citadas: mulheres e jovens!!                                                                                                        

 **No dia 02 (Sábado) o Centro de Saúde estará aberto ofertando à população Testagens para HIV, Sìfilis e Hepatites Virais!!





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