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28/12/17

“Lá bem no alto do décimo segundo andar do ano vive uma louca chamada Esperança.”

Por Paulo Augusto Wilhelm







“Lá bem no alto do décimo segundo andar do ano vive uma louca chamada Esperança.”


No replay vemos o Natal e nele o Nikolaus com o saco cheio, carregado com tudo o que aconteceu em 2017. O bom e o bem, o ruim e mal feito ou deixado de fazer estão ali dentro.
Pela frente está o Ano Novo. O Cuculus canorus – é esse o nome do pássaro do relógio – vai gorjear 12 vezes e, no próximo tic-tac, será 2018. Abre-se o pano e lá estaremos, cada um de nós, no palco e na plateia. No palco representaremos a nós mesmos. Da plateia seremos observados por uns e outros que também estarão no seu palco e nós os aplaudiremos. Aplaudiremos todos? Não. Vaiaremos também, assim como nós seremos vaiados e aplaudidos (o que nos sucederá acontecer mais – oh, dúvida cruel).
A semana entre o Natal e o Ano Novo sucede e antecede datas icônicas. E por sermos treinados a pensar e medir a vida por ciclos, cada vez que o ponteiro alcança estas duas comemorações, dispara dentro de nós um alerta: ‘marca aí como estás hoje; no ano que vem vou me lembrar’. Assim viemos até aqui e assim iremos até um dia.
Estamos nessa semana. O que foi, foi. O que virá, virá, e devemos receber de peito, coração e mente abertos. Mário Quintana e Cora Coralina nos ajudam.
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Mário Quintana:
“Lá bem no alto do décimo segundo andar do ano vive uma louca chamada Esperança.
E ela pensa que quando todas buzinas, todos os tambores, todos os reco-recos tocarem: – Ó delicioso voo! Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada – outra vez criança.
E em torno dela indagará o povo: – Como é o teu nome, meninazinha dos olhos verdes?
E ela lhes dirá (É preciso dizer-lhes tudo de novo ) Ela lhes dirá bem alto, para que não se esqueçam: – O meu nome é ES – PE – RAN – ÇA …”
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Cora Coralina:
“Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo pra você, não pense. Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo.
Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais. Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!
Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou?
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende. Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.

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Li, ouvi ou vi... – Ouvi: “Quero e desejo que no ano que vem estejamos ainda melhores do que somos hoje” Ildemar Fischer, médico que trabalha no Hospital Agudo, na celebração Ecumênica do dia 23.

 

*Ampulheta ou Relógio de Areia (fonte: Google imagens)





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