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25/01/18

“Ninguém vai mudar de ideia, seja qual for o resultado.”

Por Paulo Augusto Wilhelm









Uma ideia ou a interpretação que alguém faz de alguma coisa sempre repercutem. Se pode concordar, achar aquilo apropriado ou dar por obra de imbecilidade ou non sense. Quando a ideia sacada ou a leitura de algo for genial o efeito é potencializado em odes à inteligência do próximo ou em corrosiva inveja. Render-se à genialidade do outro é estar aberto a aprender, enquanto que roer-se de inveja é sucumbência total ao pecado, que inibe ou embota a capacidade de reação para identificar, no grande espírito coletivo, a poção de saber que é livre para ser haurida e compartida.
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Se aplaudir o que alguém fez ou pensou de bom e bem exige exercício de humildade e desegoísmo (inventei agora), sentir inveja se não demanda grande esforço – já que a mente está sempre à espreita para defender a ignorância, retaliando resquícios de inteligência do semelhante – faz um grande estrago. A pessoa fica se remoendo: por que não fui eu quem teve esta ideia? Por que não interpretei o acontecimento de forma obvia como ele ou ela fez? Adianta pensar assim? Nada. Só deixa o vivente mais sorumbático e chato.
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Como estratagema pode-se simplesmente adotar como sua a criação material ou intelectual de outra pessoa e, com grande cara de pau, dizer – “olha eu acho que...” e desenrolar ou novelo do fio que outro teceu.
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Por estar voltado a arranjar o pensamento que introduza com alguma originalidade o tema da coluna, veio-me à mente a vez em que uma pessoa investida em mandato parlamentar na colenda agudense, deu como sua, na tribuna, dissertação acerca de um tema então atual. Falou, gesticulou, asseverou e, no final até se emocionou. Aplaudida por sua genialidade, não contava, no entanto, que alguém tivesse lido jornais da época e identificado o texto como sendo um plágio de coluna publicada dias antes. Confrontado o jornal com o pronunciamento, desde a letra capitular inicial ao ponto final, cópia literal do que outro escrevera. Foi mal, hein?! Outra falcatrua (já esculacho, pois me incomoda) é copiar tomos inteiros sem citar a fonte. Leio regularmente a revista Veja e mais alguns jornais estaduais e regionais e seguidamente me surpreendo com textos e colunas assinadas que são repetição de matérias publicada na Veja. Nada contra transcrever a grande imprensa. Eu também o faço; muitos o fazem. Mas daí a não mencionar a fonte é como abanar-se com o chapéu dos outros como diz meu amigo, o cantor Ênio Medeiros.
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Túlio Milman, colunista que nunca passa desapercebido nas páginas 2 e 3 de Zero Hora, onde tem, nos finais de semana a companhia nobre de Lya Luft, escreveu na edição de 20 e 21 passados, uma interpretação do grande fato desta semana, que me deixou com aquele pensamento de “como é que eu não pensei nisso antes”. É sobre o julgamento de Lula, hoje, quarta-feira, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. Transcrevo parte: “Ninguém vai mudar de ideia, seja qual for o resultado. Quem acredita na inocência de Lula continuará acreditando. Os que não acreditam continuarão com a certeza da culpa.”
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Se Lula for absolvido, será candidato na eleição de outubro. Sendo candidato, haverá quem o possa derrotar? Sendo eleito, presidirá o país pela terceira vez. Como cidadão tenho somente um voto como ferramenta. Pouco adiantará. Deverei acatar a legitimidade do processo. Mas a certeza ficará. E ela não é a de que seja santo o homem do “nunca antes na história deste pais”. Ah, não.
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Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca.” (Darci Ribeiro)





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