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02/02/18

RIM E DIABETE MELITO (nefropatia diabética)

Por Enfª Carla Cristina Kich







RIM E DIABETE MELITO      (nefropatia diabética)


A nefropatia diabética representa, atualmente, a principal causa de insuficiência renal terminal. No nosso meio, 25% dos pacientes em hemodiálise são portadores de nefropatia diabética. No diabete melito (DM), ocorrem muitas complicações nos órgãos alvo:
    •    retinopatia nos olhos
    •    hipertensão, infarto e anginas no coração
    •    obstruções das artérias dos membros no sistema vascular
    •    nefropatia no rim.
A nefropatia diabética é a doença renal que ocorre nos pacientes diabéticos.  Cerca de 35- 45% dos pacientes com diabete melito insulino-dependentes e 20% dos diabéticos não insulino-dependentes desenvolvem doença renal após um período superior a 10 anos de diabete. A doença renal no diabético pode se desenvolver lenta ou rapidamente, levando o paciente à insuficiência renal crônica. O declínio funcional do rim dos diabéticos pela nefropatia é previsível e progressivo.  Com a deterioração da filtração glomerular, surge a insuficiência renal, quase sempre acompanhada de hipertensão arterial. A doença renal no diabético se inicia pelo descontrole crônico da glicemia. A hiperglicemia exagerada ultrapassa a capacidade do rim de poupar glicose, permitindo perdê-la pela urina (glicosúria). O trabalho aumentado pelo excesso de glicosúria faz o rim crescer de tamanho, sendo este o primeiro sinal de alteração encontrado nos exames de imagem. Com o avançar do tempo, a proteinúria poderá aumentar muito e surgem sinais de insuficiência renal com elevação da uréia e creatinina no sangue. Assim, a doença renal crônica já instalada avança irreversivelmente até a insuficiência renal final. Em resumo, os pacientes hiperglicêmicos apresentam-se com grande volume urinário (poliúria) e hiperglicosúria. Esta situação aumenta muito o trabalho do rim e acarreta, como conseqüência, um aumento do tamanho renal. Por isso, nos diabéticos eles são grandes.Os diabéticos podem ser insulino-dependentes ou não insulino-dependentes. Ambos os tipos de diabéticos devem realizar exames de urina freqüentes para detectar a microalbuminúria, que é o indicativo precoce de nefropatia diabética. Assim, a perda de proteínas na urina é fundamental para diagnosticar a doença renal do diabético. A presença de uréia ou creatinina elevadas só ocorre quando o rim já perdeu mais de 50% de sua capacidade funcional. À medida que cai a função renal, podem surgir hipertensão arterial , edema, hematúria e infecção urinária.
**O início da doença renal do diabético depende muito do controle da glicemia. Geralmente decorrem anos para a instalação da doença, mas ela é mais célere se alguns cuidados não forem tomados, tais como:
•        •    controle eficiente e permanente da glicose sangüínea,
    •    manutenção de níveis tensionais (T.A.) próximos do normal,
    •    dietas sem exagero protéico.

Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia





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